Desenvolvimento de lideranças para uma cultura empreendedora e íntegra.

A Clínica Corporativa é uma aplicação teórico-prática desenvolvida a partir do instrumental psicanalítico. Todo indivíduo é movido por um Desejo singular e guiado por Valores socioculturalmente aprendidos. O trabalho é, ou tem o potencial de ser, uma das principais fontes de Valores e realização do Desejo. Uma empresa pode, portanto, ser abordada como um ”sujeito coletivo” dotado de uma organização psíquica passível não de uma análise propriamente dita, mas de uma escuta analítica de suas disfuncionalidades e potencialidades.

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A estabilidade e produtividade de um “sujeito coletivo” dependem da qualidade do vínculo entre suas partes constituintes. Para isso acontecer é preciso haver um consenso mínimo sobre qual é o Desejo e em torno de quais Valores irão se organizar os indivíduos desse todo coletivo.

Mas ainda isso não é o suficiente. As pessoas precisam ter a chance de se apropriar desses elementos culturais por elas mesmas. Isso pressupõe uma transição da Visão DO dono (centrada em comando e controle) para uma Visão DE dono (baseada em autonomia e responsabilidade compartilhadas).

Os agentes convocados para promover a transição com esse olhar clínico compõem o que chamamos de E.G.O. organizacional. São os profissionais das 3 camadas de liderança presentes em qualquer empresa: Estratégica, que formula e enuncia o Desejo e os Valores; a Gerencial, que faz a mediação Desejo X Realidade; e a Operacional, que implementa o Desejo. Em poucas palavras, uma relação dinâmica entre três instâncias: a Ideal, a Real e a Melhor Possível.

A Clínica Corporativa dispõe de recursos e dispositivos para transformar tanto a cultura de uma empresa quanto a carreira de um profissional. O que há de comum em ambos os percursos é o acesso a conteúdos inconscientes que, queiramos ou não, podem fazer a grande diferença entre nossas boas e más escolhas.

Para empresas

StoryLeading® – Dirigindo a história,
 transformando a cultura

Um processo analítico se desenvolve a partir da fala do paciente. No caso das empresas, a fala está estruturada como histórias. Histórias individuais que podem enriquecer ou empobrecer a história coletiva, dependendo da maneira como forem escutadas e aproveitadas. Esse programa foi desenhado para alçar um grupo de líderes à condição de ”diretores de filme”. Um diretor não filma, não edita, não compõe a trilha, não atua, não escreve o roteiro, não desenha os figurinos. Mas sem diretor, não há filme. O diretor, e o líder, precisa mais do que tudo, saber bem uma única coisa: que filme tem na cabeça, que história quer dar à vida. Com isso claro, monta sua equipe e a deixa dar o seu melhor para a realização da história. Ao dirigir a história e não as pessoas, um líder transforma a cultura por meio das pessoas. Todos se realizam.

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Conceitos que serão praticados ao longo do programa com as rotinas e projetos do dia a dia de cada participante:

IDENTIFICAÇÃO: para as pessoas se sentirem chamadas a participar de uma história coletiva é preciso que se identifiquem com o propósito e os valores por trás das tarefas e projetos que ficarão responsáveis.

OBJETOS DO DESEJO: são o desdobramentos do propósito e valores em projetos com metas e estrutura compatíveis com as aspirações.

MEU LUGAR NA HISTÓRIA: as pessoas precisam de um lugar para serem reconhecidas caso alcancem seus objetivos. Independente do tamanho ou visibilidade do papel de cada um na história, é o entendimento do todo narrativo que define a grandeza de cada ato.

SENSO DE AVANÇO: as pessoas precisam estar informadas dos rumos que a história está tomando, de como o seu trabalho está contribuindo para o avanço ou não da narrativa e que ajustes são necessários.

HISTÓRIAS EMERGENTES: num ambiente competitivo volátil, incerto, complexo e ambíguo – VUCA – como o que vivemos, as pessoas precisam saber lidar com situações para as quais não há conhecimentos e recursos disponíveis de imediato.

COERÊNCIA INTERNA: momentos críticos em que certas escolhas podem fazer alguns valores entrarem em conflito ou não contarem com o respaldo de processos ou códigos de conduta existentes.

Para profissionais

Sessões analiticamente orientadas
 e com foco na carreira

O trabalho desempenha um importante papel no equilíbrio psíquico das pessoas. E quando os desafios profissionais se tornam intensos demais e por tempo longo demais esse equilíbrio pode ser ameaçado. Nesse momento é preciso introduzir pausas estratégicas para trabalhar sobre si mesmo, a fim de evitar por em risco os projetos de vida.

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A versão pessoa física da clínica corporativa é voltada para esses momentos. É esperado que todo sintoma referido ao campo do trabalho ou dele derivado tenha algum tipo de conexão com uma história pessoal que extrapole a problemática das relações profissionais. E isso pode ser trabalhado em qualquer linha terapêutica. Porém, o que se nota no consultório é uma demanda específica de empresários, empreendedores e executivos que até já passaram por processos terapêuticos, mas que agora estão em busca de uma interlocução para questões bem localizadas no âmbito profissional.

Quando procuram a clínica, dizem querer uma escuta de alguém que compartilhe um campo de linguagem comum a fim de apoiá-los em descobertas profundas sobre suas identidades, possibilidades e limitações associadas à biografia profissional. Eles próprios nomeiam isso de terapia profissional ou executiva.

HAMILTON FREDIANI DE FARIA CORRÊA

É sócio-fundador da Empíria, administrador de empresas pela Universidade Mackenzie, especialista em comunicação e marketing pela ESPM, especialista em cinema documentário pela Fundação Getúlio Vargas e psicanalista pelo Centro de Estudos Psicanalíticos, onde atua como professor do curso de formação em psicanálise.

Foi estrategista de marca, comunicação, relacionamento e transformação de cultura organizacional para empresas como: GE Healthcare, Warner Bros. (divisão cinema), Nestlé, Danone, Grupo Camargo Corrêa, Sadia, Philips, Unilever, Vivo, Livraria Cultura, Cremer, Emerson Fittipaldi entre outras.